Física

Modelo Atômico de Dalton – Teoria Atômica

John Dalton viveu no século XVIII, tendo nascido em 1766, em Eaglesfield, na Inglaterra, filho de um pai tecelão da seita Quaker, uma sociedade formada no século XII, e começou a lecionar matemática aos 12 anos.

Dalton foi um grande estudioso da constituição da matéria, tendo estudado diferentes reações químicas, medido massas dos reagentes antes e depois das reações, entre outras experiências. Em 1808, depois de diversas experiências e pesquisas, publicou o livro “Novo sistema filosófico da química”, onde apresentava a teoria de que a matéria é constituída por átomos, que eram, segundo ele, as menores partículas, indestrutíveis e indivisíveis.

Segundo Dalton, cada elemento químico era formado por átomos idênticos e únicos, os átomos seriam imutáveis e os elementos químicos podiam se combinar para formar compostos diferentes e as reações químicas eram um rearranjo dos átomos em diferentes compostos, mas não mudavam o número total de átomos que tomavam parte na reação.

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O trabalho de Dalton foi bastante debatido pela comunidade científica e muitos físicos famosos na época o criticaram. A partir da segunda metade do século XIX, no entanto, os químicos começaram a se convencer, pelas evidências surgidas em experimentos, que o modelo de Dalton era bastante plausível.

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Dalton tornou-se um dos poucos cientistas que chegou a ver em vida suas ideias aceitas. As teorias que explanou explicaram muitas leis que já haviam sido observadas, como a lei das proporções constantes ou múltiplas de Proust.

Atualmente sabemos que nem tudo o que Dalton propôs era verdade, como por exemplo a ideia de que os átomos não sejam divisíveis, mas sua ideia transformou nossa compreensão da matéria e suas teorias continuam fundamentais para a compreensão da Química e da Física.

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Dalton também introduziu o conceito de massa atômica, descobriu a Lei das Pressões Parciais dos Gases, foi meteorologista e ainda foi o primeiro a descrever o daltonismo, uma deficiência visual que ele mesmo possuía.

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A teoria atômica de Dalton

Em 1803, John Dalton propôs uma teoria que explicava as leis da conservação de massa e da composição definida, objeto da Teoria Atômica de Dalton. Segundo essa teoria, que foi baseada em diversos experimentos, Dalton chegou a algumas conclusões:

  • Toda matéria é formada por partículas fundamentais, que são os átomos;
  • Os átomos não podem ser criados e nem destruídos, sendo permanentes e indivisíveis;
  • Um composto químico é formado pela combinação de átomos de dois ou mais elementos em uma razão fixa;
  • Os átomos de um mesmo elemento são idênticos em todos os aspectos, já os átomos de diferentes elementos possuem propriedades diferentes. Os átomos são responsáveis pelas características de todos os elementos;
  • Quando os átomos se combinam para formar um composto, quando se separam ou quando acontece um rearranjo, acontece uma transformação química.

Desta forma, John Dalton acreditava que o átomo era uma esfera maciça, homogênea, indestrutível, indivisível e de carga elétrica neutra. Assim, se fizéssemos uma comparação os átomos seriam iguais a bolinhas de gude, maciças e esféricas.

Muitas das teorias de John Dalton são aceitas até hoje, embora algumas estejam ultrapassadas, de acordo com as descobertas feitas inclusive a partir de seus estudos:

  • Os elementos químicos são formados por pequenas partículas, denominadas átomos, conceito válido até hoje;
  • Os átomos, ao contrário do que pregava Dalton, não são partículas maciças e indivisíveis, sendo descontínuos e divisíveis;
  • Os átomos de um elemento não possuem a mesma massa, ao contrário do que Dalton imaginava (massas iguais para elementos iguais);
  • Os átomos dos elementos permanecem inalterados nas reações químicas, situação válida, já que a massa é conservada em reações químicas;
  • Os compostos são formados pela ligação dos átomos dos elementos em proporções fixas, ainda válido e conhecido como a Lei da Composição Definida, explicando porque cada composto é caracterizado por proporções fixas. Ou seja, cada átomo de um dado elemento presente em um composto tem a mesma massa, sendo assim, a composição deve ser sempre a mesma.
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