Estudo, História

Islamismo: Origem e Conceitos

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O Islamismo teve seu início no século 6 da Era Cristã, na Arábia, região que faz parte do Oriente Médio, habitada na época por cerca de 5 milhões de pessoas, formadas por grupos nômades e sedentários, que viviam organizados em cidades, tribos e clãs.

Até o surgimento do Islamismo, os árabes eram politeístas, embora houvesse algumas tribos judaicas e cristãs. Não havia, no entanto, uma religião comum.

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Nessa época, surgiu Maomé, o criador do Islamismo, denominado Muhammad pelos árabes e muçulmanos. Maomé era órfão, tendo sido condutor de caravanas, profissão que lhe rendeu o contato com a religião cristã e alguns conhecimentos sobre a nova crença.

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Já adulto, Maomé começou a se dedicar a retiros espirituais e, de acordo com os muçulmanos, começou a ter visões divinas, recebendo mensagens que deveria divulgar. Suas primeiras pregações públicas foram em sua cidade natal, Meca, que tiveram resultados ruins, gerando atritos entre os cidadãos.

Islamismo: Conceitos

Islamismo alcorao islãm 4Maomé admirava o monoteísmo, ou seja, a crença em um só deus, e criticava a maior fonte de renda de Meca, que era a peregrinação dos pagãos, adorando as inúmeras divindades locais. Como sua pregação não deu certo em Meca, refugiou-se em Medina, cidade próxima a Meca. Essa retirada ficou conhecida como Hégira, marcando o início do calendário muçulmano, diferente do ocidental.

Ali, aos 52 anos de idade, Maomé se tornou um chefe poderoso, ganhando o respeito de amigos e também muitos inimigos. Com sua missão de espalhar a palavra de Alá, o nome que ele deu a Deus, realizou várias expedições pelas terras da Arábia, promovendo a unificação de tribos e cidades, mas fazendo também com que ficassem subjugadas a Medina.

Sua estratégia para divulgar a religião, em alguns casos, era fazer casamentos para firmar alianças, casando-se ele próprio com filhas ou irmãs de chefes de outros clãs e promovendo casamentos entre suas filhas e primas.

Quando a aliança não dava resultado, Maomé travava batalhas, conquistando e derrotando os inimigos do Islã, sendo que essas batalhas ficaram conhecidas como jihad, ou esforço, embora tenha ficado conhecida como guerra santa.

Maomé reuniu no Islamismo diversas crenças que conheceu de outras religiões, escrevendo um livro, o Corão. Usando a nova doutrina, assimilou tradições do Judaísmo, combinadas com conceitos do Cristianismo e os ideais das tribos árabes.

Assim, conseguiu unificar a Arábia sob sua liderança.

Quando morreu, em 632 (ano do calendário cristão e ocidental), seu sogro Abu Bakr passou a conduzir a expansão do Islamismo, espalhando a nova doutrina pela Europa, África e Ásia, não apenas aos árabes, mas também a outros povos que, se não aceitavam, eram mortos.

Islamismo nos dias atuais – 2016

O Islamismo é hoje uma das religiões que mais possuem adeptos no mundo. Reconhecendo Alá como deus único e Maomé como seu único e legítimo profeta, o Islamismo está espalhado pela África, pelo Oriente Médio e pela Ásia Oriental, além de muçulmanos espalhados por todos os países do mundo.

Os livros sagrados do Islamismo, além do Corão, contendo as revelações de Alá a Maomé, são também o Hadith, que contém os pensamentos de Maomé, e o Sunnah, um conjunto de regras de conduta que deve ser seguido por qualquer muçulmano.

Atualmente existem duas vertentes mais conhecidas entre os muçulmanos: os sunitas, que é o maior e mais ortodoxo grupo, sendo maioria religiosa em países como a Arábia Saudita e o Iêmen, entre outros, que reconhecem a sucessão de Maomé por Abu Bakr e pelos 3 califas que se seguiram; e os xiitas, que reconhecem a sucessão de Maomé por Ali, seu sobrinho.

Para os muçulmanos, os símbolos mais importantes são a família e a mesquita, centros da sua vida religiosa. Suas práticas religiosas são essenciais, como por exemplo as cinco preces diárias a Alá, que devem ser feitas voltados para a direção de Meca; o dever para com os mais pobres e carentes; o jejum do mês de Ramadan, quando não podem comer entre o amanhecer e o por do sol; e a obrigação de peregrinar a Meca, pelo menos uma vez na vida, lembrando a peregrinação de Maomé.

A História do Islamismo

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