Estudo, Português e Literatura

Concordância Verbal e Nominal

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A concordância verbal e nominal, são as circunstâncias de variar o adjetivo ou o verbo em razão do gênero e número da oração, havendo algumas regras que devem ser conhecidas, uma vez que a concordância pode gerar muitas dúvidas.

Concordância verbal

A regra básica para a concordância verbal é o verbo concordar em número (singular ou plural) e pessoa (primeira, segunda ou terceira) com o sujeito da frase. No sujeito simples, o verbo concorda em número e pessoa com o sujeito e, no sujeito composto, a regra geral é que o verbo esteja no plural. Veja alguns exemplos:

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  • O pintor fará exposição em muitos lugares.
  • Sua avareza e seu egoísmo fizeram com que todos o abandonassem.

No caso de o sujeito estar depois do verbo, a concordância é com o núcleo mais próximo, podendo, no entanto, ir para o plural:

  • Ainda estavam no ar (ou estava) a tristeza e o pesar.

Se o sujeito for composto por pronomes pessoais diferentes, o verbo irá concordar conforme a prioridade gramatical das pessoas:

  • Eu e você somos responsáveis.

Expressões como “não só… mas também” e “tanto / quanto” que relacionam sujeitos compostos permitem a concordância do verbo no singular e no plural:

  • Tanto a moça quanto sua amiga tiveram (ou teve) nota máxima em redação.

Sujeito composto ligado por “ou” com o significado de exclusão ou sinonímia, mantém o verbo no singular:

  • Maria ou Pedro será o indicado.

Expressões como “a maioria de”, “a maior parte de” e um nome no plural, levam o verbo a concordar no singular, realçando o todo, ou no plural, destacando a ação dos indivíduos:

  • A maior parte dos adultos quer votar / A maior parte dos adultos querem votar.

O verbo ser mais o pronome pessoal mais “que” pedem concordância com o pronome pessoal:

  • Sou eu que estudo / Somos nós que estudamos.

Nomes próprios, locativos ou intitulativos vão para o plural acompanhando o artigo:

  • Os Estados Unidos são um país.
  • O Estado de Minas Gerais é brasileiro.

Pronome relativo precedido de expressões como “um dos” ou “uma das” leva o verbo na terceira pessoa do singular ou no plural:

  • Ele é um dos que mais dançam (ou dança).
  • Aquela é uma das histórias que serão contadas.

O verbo ser mais predicativo no plural, leva o verbo no singular ou plural:

  • A pátria não é de ninguém: são todos.
  • Quem eram os culpados?
  • Os defensores somos nós.

Expressões como “é muito”, “é pouco”, “é mais de”, “é tanto”, “é bastante” mais determinação de valores, leva o verbo no singular:

  • Dez reais é pouco.

Quando indicar hora, data ou distância, o verbo concorda com o predicativo:

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  • São dez horas / Hoje são 20 de outubro.

Na voz passiva sintética com o pronome apassivador se, o verbo concorda com o sujeito paciente:

  • Ouviam-se vozes.

Quando o pronome é indeterminado, o verbo fica na terceira pessoa do singular:

  • Vende-se ovos.

Veja também: saiba mais sobre as figuras de linguagem

Concordância nominal

A concordância nominal deve seguir o que em gramática de denomina sintagma nominal:

A concordância de gênero e número entre o núcleo nominal e os artigos que o precedem, os pronomes indefinidos variáveis, demonstrativos, possessivos, numerais cardinais e adjetivos:

  • Um dia claro e sereno.

A concordância deve estar presente entre o adjetivo com dois ou mais substantivos:

Nos substantivos de mesmo gênero, o adjetivo irá para o plural ou concordará com o mais próximo:

  • Maldade e ira fantásticas (ou fantástica).

Substantivos de gêneros diferentes levam o adjetivo para o masculino plural ou concordam com o mais próximo:

  • Caráter e atitude apropriados (ou apropriada).

Adjetivo anteposto aos substantivos concordam com o substantivo mais próximo:

  • Mantenha ligadas as lâmpadas e os aparelhos.

Substantivos com sentido equivalente ou que expressam gradação, o adjetivo concorda com o mais próximo:

  • Revelava pura alma e espírito.

Alguns casos são considerados exceção, devendo ser tratado de formas particulares:

Possível, precedido de “o mais”, “o menor”, “o melhor” ou “o pior”, ficam no singular; quando precedido dessas expressões no plural, vão para o plural:

  • Fotos o mais possível claras / Fotos as mais claras possíveis.

Anexo e incluso como adjetivos, concordam com o substantivo a que se referem:

  • Envio-lhe anexos / Inclusos os documentos.

Leso, como adjetivo, concorda com o substantivo com o qual forma uma composição:

  • Cometeu crime de lesa-pátria.

Predicativo, com substantivo com sentido indeterminado, sem artigo, o adjetivo fica no masculino e, com sentido determinado, com artigo, concorda com o substantivo:

  • É proibido entrada.
  • É necessária muita cautela.

Meio, como numeral, é variável, acompanhando o sujeito:

  • No depoimento, falou meias verdades.
  • Encontrava-se meio fatigada.

Muito, pouco, bastante e tanto, como pronomes, são variáveis e, como advérbio, são invariáveis:

  • Li bastantes livros.
  • Estamos bastante felizes.

Só, como adjetivo, é variável, quando significar sozinho, e invariável quando for denotativo de exclusão:

  • Elas se encontravam sós.
  • Só os alunos chegaram à porta.

Pseudo, alerta, salvo e exceto são palavras invariáveis:

  • Ela é uma pseudo-humana, tome cuidado.

Quite, com o sentido de livre, concorda com o que se refere:

  • Estamos quites com os pagamentos.

Obrigado, mesmo e próprio concordam com o gênero e número da pessoa a que se referem:

  • Muito obrigada, eu vou cuidar disso.
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